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O que é sinusite?
O crânio é formado, em seu terço médio e inferior, por cavidades chamadas seios da face. Esses seios são revestidos por mucosas. Quando há inflamação dessas mucosas dos seios da face, tem-se o quadro de sinusite.
Sinusites afetam 1 a cada 8 pessoas no mundo, dados da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Além disso, é a quinta causa mais frequente de consumo de antibióticos.
A sinusite pode ser dividida em sinusite aguda e sinusite crônica.
Sinusite aguda
Geralmente, o paciente com sinusite aguda não possui um histórico do problema. Tem duração curta. Assim, o paciente pode apresentar febre e cansaço, bem como dor de cabeça forte, pulsátil, na região dos seios da face.
Ou seja, a dor de cabeça geralmente aparece no centro das bochechas, na lateral do nariz e no centro da testa, por exemplo. Afinal, essas são as localizações dos seios da face.
Com isso, o nariz também fica obstruído e pode aparecer coriza, com secreção esverdeada.
Sinusite crônica
Inflamação de repetição das mucosas dos seios da face leva à sinusite crônica que pode se prolongar por mais de 3 meses em alguns casos. Nesses casos, nem sempre o paciente apresenta febre.
Tosse é o sintoma mais preponderante, sendo que os acessos de tosse são mais comuns pela manhã, visto que a secreção escorre, durante à noite, para os pulmões. São também frequentes, pela mesma razão, quando a pessoa se deita.
Sintomas
Alguns sintomas são bastante frequentes na sinusite, dentre eles:
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Dores de cabeça;
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Febre;
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Sensação de cansaço e mal-estar;
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Dificuldades respiratórias;
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Diminuição da oximetria, devido à dificuldade respiratória;
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Tosse;
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Perda de apetite.
Causas da sinusite
Infecções virais do trato respiratório superior podem levar à sinusite. Esse o caso de infecções causadas por Rinovírus ou vírus Influenza, ou pela bactéria Hemophilus influenza, por exemplo.
Além disso, pessoas com rinite alérgica têm maior tendência a terem sinusite, sobretudo após uma crise de rinite.
Fatores anatômicos, como os desvios de septos, aumentam os riscos do indivíduo ter sinusite crônica, bem como o estreitamento da cavidade nasal e com isso, a dificuldade de drenagem dos seios da face.
Fatores de risco
Existem alguns grupos com maior risco de desenvolverem sinusite, sobretudo a sinusite crônica. São eles:
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Idosos;
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Imunodeprimidos;
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Pacientes com diabetes;
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Portadores de rinite alérgica;
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Pacientes com desvio de septo.
Diagnóstico
Para diagnosticar a sinusite, geralmente o médico examina o paciente e pelos seus sintomas clínicos, poderá prescrever mediações. De fato, sobretudo se há febre geralmente não se espera o resultado de exames de imagem para iniciar medicação.
Um exame denominado nasofibroscopia, realizado no consultório do otorrinolaringologista, também ajuda no diagnóstico. Nesse exame, uma fibra com uma câmera é colocada através do nariz para a visualização dos seios da face.
Dentre os exames de imagem, a radiografia é o mais comum e através dela, pela visualização radiográfica dos seios da face, o diagnóstico de sinusite é confirmado com facilidade. Já em casos de sinusite crônica, a ressonância magnética dos seios da face pode ser solicitada.
Tratamento
O tratamento é geralmente medicamentoso, sobretudo quando há febre, através da prescrição de antibióticos, no caso de sinusite bacteriana.
Já em sinusite viral, pode haver a contaminação da região por bactérias, mesmo elas não causando todos os casos de a sinusite. Nesses casos, o uso de antibióticos também pode ser uma opção.
No caso da sinusite associada à rinite alérgica, o médico também poderá prescrever antialérgicos.
E a lavagem da cavidade nasal com soro fisiológico ajuda a limpar a região, sendo frequentemente recomendada.
Como prevenir a sinusite?
A prevenção pode evitar o aparecimento de sinusite crônica. Portanto, é importante buscar diagnóstico médico adequado ao surgir o problema.
Evitar vento e poeira, bem como a lavagem da cavidade nasal com soro fisiológico pode ajudar a evitar a sinusite em pacientes mais sensíveis.
E no caso de desvios anatômicos, a cirurgia de septo pode auxiliar na melhora da drenagem da região, sobretudo em pacientes com sinusite crônica.
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