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Teste do Coraçãozinho e Sua Importância

Tempo de leitura: 4 minutos

O que é o teste do coraçãozinho?

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O teste do coraçãozinho é considerado um dos exames mais importantes e necessários ao recém-nascido, devendo ser feito ainda na maternidade. Trata-se de um exame simples, mas que é extremamente valioso na detecção de doenças.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a cada 1000 bebês nascidos, cerca de 10 podem apresentar malformações congênitas e desse grupo, 2 podem apresentar problemas cardíacos graves. Portanto, o diagnóstico precoce pode ajudar a salvar vidas.

Assim, o teste do coraçãozinho, também chamado de exame de oximetria de pulso, é considerado um exame de triagem neonatal, considerado obrigatório e incorporado ao Sistema Único de Saúde e ao Ministério da Saúde em 2014.

Como é feito o teste do coraçãozinho?

Esse exame é realizado em bebês, entre 24 e 48 horas após o nascimento. Trata-se de um exame não invasivo e que não causa dor. Para sua realização, utiliza-se um aparelho denominado oxímetro de pulso.

Os sensores do oxímetro de pulso são colocados na mão direita do bebê e em um dos pezinhos, com o objetivo de captar a quantidade de oxigênio no sangue arterial do bebê.

As extremidades do bebê devem estar aquecidas e no monitor do oxímetro, deve aparecer uma onda de traçado homogêneo, devendo ser aguardando um período de observação de 1 a 3 minutos, considerado ideal. A saturação periférica deve ser maior ou igual a 95%.

Caso esse exame indique alguma alteração, ele deve ser primeiramente repetido, após uma hora. Com a mesma alteração se repetindo, o bebê deve ser encaminhado para um exame mais preciso, no caso, o ecocardiograma.

Mas, vale lembrar, que o teste do coraçãozinho é um exame bem sensível, ou seja, quando dá negativo, descarta-se em 99% das vezes problemas congênitos no coração do bebê.

Por outro lado, é importante ressaltar que quando o teste do coraçãozinho apresenta alguma alteração, não é necessário desesperar-se, visto que 25% dos bebês que são submetidos ao ecocardiograma não apresentam nenhuma má-formação cardíaca congênita.

Para que serve o teste do coraçãozinho?

Esse teste permite a triagem neonatal de algumas doenças cardíacas congênitas, ou seja, problemas no coração do bebê. Assim, ele indicará se o coraçãozinho do bebê está batendo adequadamente, com o sangue tendo a quantidade ideal de oxigênio.

Dessa forma, algumas doenças podem ser diagnosticadas através desse teste. São elas:

1 – Defeitos nos septos ventriculares ou atriais

Ventrículos direito e esquerdo não devem se comunicar. Em alguns casos, essa comunicação pode fechar naturalmente. Já em outros, há desconforto respiratório e a criança necessitará de um procedimento cirúrgico.

No caso dos átrios, também é necessária cirurgia caso a comunicação entre os átrios não feche naturalmente.

2 – Tetralogia de Fallot

É responsável por até 10% das anomalias cardíacas congênitas.

Recebe o nome de tetralogia por apresentar 4 grandes defeitos relacionados ao coração do recém-nascido, envolvendo defeitos nos septos, obstrução nos ventrículos, estenose e regurgitação da valva pulmonar e aórtica, além de anomalias nas artérias coronárias.

Dessa forma, o coração do bebê pode se apresentar inchado, o bebê com as extremidades cianóticas (azuladas ou arroxeadas), devido à baixa oxigenação dos tecidos, em função das anomalias.

3 – Transposição das grandes artérias

Nesse caso, há inversão no funcionamento das artérias, sendo necessários procedimentos cirúrgicos para corrigir o funcionamento das artérias.

Por que o teste do coraçãozinho é tão importante?

Por ser um exame obrigatório simples, indolor, o teste do coraçãozinho serve como triagem neonatal para alterações cardíacas congênitas.

No Brasil, estima-se que cerca de 30 mil bebês nasçam todo ano com cardiopatias congênitas. Inclusive, o dia 12 de junho é o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita.

Espalhados pelo país, há 68 instituições que realizam cirurgias cardiovasculares pediátricas.

Em 2017, foi lançado o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita, com acréscimo de mais de 70% da verba destinada pelo Governo Federal ao pagamento de cirurgias cardiovasculares pediátricas.

Sabe-se que 80% das crianças que nascem com anomalias cardiovasculares congênitas precisarão de cirurgia em algum momento da sua vida. No caso, as anomalias mais severas necessitam de intervenção cirúrgica quanto antes.

Dessa forma, é importante ressaltar que o teste do coraçãozinho é um teste essencial para verificação da saúde do bebê e encaminhamento para as especialidades responsáveis, caso seja necessário tratamento.

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