CUIDADO INTRA-OPERATÓRIO: Competências da enfermagem nos cuidados intra-operatórios

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Os cuidados intra-operatórios devem seguir as diretrizes do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support) e do PALS (Pediatric Advanced Life Support), que são as diretrizes para suporte à vida cardiovascular avançado e pediátrico.

A fase de cuidados intra-operatórios ou transoperatórios incluem os cuidados desde o momento em que o paciente é recebido na sala cirúrgica até ser admitido na sala de recuperação pós-anestésica. [1]

Competências da enfermagem nos cuidados intra-operatórios

  • Ter conhecimento sobre sedação e tipos de bloqueio anestésico, bem como efeitos terapêuticos e colaterais associados;
  • Reconhecimento de sinais e sintomas de toxicidade, incluindo arritmias cardíacas e convulsões;
  • Estar familiarizado com intervenções de emergência quando necessário.

Anestesia: principais tipos e características

Enfermeiros que cuidam de pacientes que receberão sedação moderada devem ter conhecimento sobre os fármacos utilizados (midazolan e fentamila, por exemplo), devendo saber como prestar suporte avançado à vida.

Além disso, esses enfermeiros também dever ter conhecimento dos regulamentos do Conselho de Enfermagem, prestando cuidados intra-operatórios em consonância com a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.

Sedação moderada

Na sedação moderada, o paciente está dormindo, mas acorda e não está intubado, podendo receber ainda anestesia local e oxigênio.

Anestesia geral

Já na anestesia geral, as vias respiratórias do paciente precisam ser mantidas e isso ocorre por intubação endotraqueal ou inserção de máscara laríngea. No caso da anestesia geral, um anestesista deverá coordenar e executar o procedimento.

A anestesia geral consiste em três fases: indução (via parenteral ou inalatória, com propofol e fenobarbital), manutenção (com utilização também de relaxantes musculares e propofol) e recuperação.

Quando ocorre a recuperação, o paciente está muito sensível a qualquer estímulo. Portanto, um dos cuidados intra-operatórios é procurar não manipular o paciente nesse estado.

Anestesia regional

Por último, na anestesia regional, como anestesia raquidiana ou epidural, envolve a aplicação do anestésico próximo à inervação-algo. O paciente mantém-se consciente durante esse tipo de procedimento.

No caso, o enfermeiro deve ter conhecimento das substâncias anestésicas e seus efeitos, mantendo o ambiente confortável para o paciente consciente.

Complicações intra-operatórias

  • Suporte ventilatório inadequado;
  • Intubação com dificuldades, resultando em traumas de dentes;
  • Arritmia cardíaca;
  • Hipotermia;
  • Lesões em nervos periféricos, devido ao posicionamento inadequado do paciente;
  • Hipertermia maligna (reação rara e exacerbada a anestésicos inalatórios, cuja administração deve ser imediatamente interrompida);
  • Toxicidade sistêmica a anestésicos locais. Nesse caso, o paciente começa a relatar sintomas como gosto metálico, perda da sensibilidade no paladar e na sequência surgem os sinais de complicações cardíacas. Por isso, é essencial o monitoramento adequado do paciente, conforme cada tipo de anestesia escolhida.

Atribuições do enfermeiro assistencial no centro cirúrgico

  • Realizar plano de cuidados e supervisionar a assistência;
  • Supervisionar as ações da equipe de enfermagem;
  • Manter o ambiente seguro, para pacientes e profissionais;
  • Realizar os diagnósticos de enfermagem para os períodos pré e intra-operatório e implementação dos cuidados necessários;
  • Recepcionar o paciente no centro cirúrgico, conferir prontuários, pulseira de identificação, exames e preencher os impressos relativos à admissão;
  • Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica;
  • Auxiliar no posicionamento do paciente;
  • Ao término do procedimento cirúrgico, auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca, verificando cateteres, sondas e drenos;
  • Encaminhar o paciente para a sala de recuperação da anestesia;
  • Informar as condições clínicas do paciente para o enfermeiro responsável da sala de recuperação da anestesia.

Enfermeiro coordenador

O enfermeiro coordenador também tem outras competências, que poderão ser divididas com o enfermeiro assistencial ou plantonista, conforme cada instituição.

  • Prever a necessidade de material e equipamento e prover o centro cirúrgico com tais materiais;
  • Supervisionar conferência de equipamentos antes do procedimento a ser realizado;
  • Colaborar com as comissões e também com a elaboração de normas a serem seguidas na instituição.

Portanto, todos os cuidados intra-operatórios devem ser seguidos para que o paciente chegue em boas condições na sala de recuperação da anestesia, onde acontecerão os cuidados pós-operatórios.

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